O conforto térmico e as possibilidades adaptativas de seus usuários.

A qualidade ambiental de uma edificação é medida através de seu conforto térmico e se apresenta através de variáveis que são: temperatura do ar, temperatura radiante média, umidade e velocidade do ar. Além dos aspectos climáticos, são levados em consideração a geometria, a posição, a orientação das aberturas, o padrão de ocupação assim como também a fisiologia humana e aspectos culturais. Esses entre outros fatores são componentes importantes e precisam ser incorporados ao projeto para ser alcançar o conforto térmico.

A avaliação de níveis de conforto térmico vão desde mudanças comportamentais dos usuários em uma edificação, como o ato de fechar persianas em determinado horário até a mudança de lugar em busca de um melhor conforto no ambiente.

Esses componentes ajustáveis encaixam-se exatamente no conceito de conforto adaptativo, nos quais atitudes diárias geram economia de energia, melhorando significativamente a qualidade ambiental e atingem mudanças comportamentais por parte de seus ocupantes. O modelo adaptativo atende tanto a ambientes com o uso de ar condicionado como também os que são livres de sua necessidade. Portanto pode-se dizer que está intimamente ligado ao modo misto utilizando a ventilação natural e o condicionamento de ar.

Pessoas que possuem o hábito de permanecer sempre em edificações refrigeradas artificialmente encontram-se acostumadas com o controle e a homogeneidade da temperatura. Já em edifícios sem a climatização artificial os ocupantes possuem um maior potencial adaptativo  às variações e diversidades térmicas com o simples ato de mudança de vestimenta, atividades ou a localização.

Entendendo a extrema necessidade de oferecer meios alternativos de aquecimento ou estratégias de arrefecimento para se atingir o conforto térmico em um edifício, são levantados aspectos determinantes para um projeto no qual inclui a localização, o tratamento do entorno e os meios de acesso. Saímos da adaptação humana e passamos a englobar a urbana.

Para o conforto térmico as edificações devem oferecer possibilidades adaptativas de seus ambientes envolvendo o caráter ergonômico e cognitivo. É um tema que engloba por essência os diversos aspectos comportamentais da natureza e do ser humano.

Fonte:

GONÇALVES, Joana; BODE, Klaus; 2015 – Edifício Ambiental

 

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