Jardim: Aspectos básicos do bom design

Desfrutar de um jardim ao ar livre está associado à uma ampla variedade de características visuais e elementos do design que foram bem estudados, arranjados e dispostos para a construção da paisagem. Atingir objetivos estéticos e práticos requer o conhecimento e utilização de princípios que farão do cenário natural mais interessante e equilibrado.

Forma: Linhas retas ou curvas

Tudo o que há em um jardim – tanto objetos como os espaços – seguem uma forma desde um retângulo simples até curvas inspiradas nas irregularidades de uma topografia. Os elementos e plantas de jardins formais por exemplo, podem ser ajustados seguindo uma grade de ângulos retos que geralmente são decorrentes da geometria da casa. Mas essa maneira de construção não impede a presença de outras formas simples como a de círculos, triângulos ou arcos. As linhas sendo retas ou curvas podem  perfeitamente serem encaixadas na elaboração formal da paisagem. Outro exemplo de aplicação são canteiros que seguem linhas retas. Estes também não necessitam ter propriamente um visual estático. A inclinação de 20 graus a partir da edificação gera uma tensão visual bem como a oportunidade de uma formação de paisagem mais interessante. Logo abaixo são apresentados alguns esquemas de estruturação de um jardim seguindo alguns estilos. 

  • Estilo Informal e Naturalista:

Recursos como: 

Linhas fluidas; 

Balança assimétrica;

Massa irregular de plantas.

  • Grade Formal:

Recursos como:

Linhas paralelas e perpendiculares;

Formas geometricas regulares;

Balança simétrica;

Canteiros estáticos.

  • Grade Inclinada/Angular:

Recursos como:

Aplicação de plantas que excedem um pouco os limites da grade quebrando a rigidez e criando um certo dinamismo.

Cor

Se você deseja ter um jardim vistoso à distância, entender conceitos de tonalidade e sombra bem como saturação e intensidade (croma), fazem toda a diferença na hora de escolher as cores e a proposta do espaço. A associação de cores quentes como verde-amarelo ao laranja bem como as cores vermelho-violeta são uma boa opção por despertar e fazer brilhar pequenos espaços. Se o intuito for relaxar, optar por cores frias como do violeta ao azul e ao verde são também algumas das opções.

Entender conceitos básicos de cores oportuniza o profissional da área a explorar tons e criar uma variada e interessante paleta no jardim. Determinar um belo esquema de cores usando combos contrastantes (emparelhando cores de pólos opostos da roda) bem como esquemas análogos no qual utilizam-se cores harmoniosas e próximas umas das outras, trará personalidade e charme ao espaço.

Os tons neutros como branco, cinza, prata e marfim amplificam outras cores que são colocadas por perto bem como podem harmonizar ou até proporcionar um certo “brilho” à medida que a luz do dia desaparece no jardim. Mas quando se trata da aplicação de tons neutros isoladamente, estes possuirão a função de cor quente mais do que fria.

 Equilíbrio, Escala e Proporção

Como construir um jardim com uma geometria menos rígida? Considere desviar do eixo forte um ou dois elementos da linha para assim adquirir um afrouxamento do plano e consequentemente um layout um pouco mais dinâmico. E se a topografia for irregular? A solução de layout indicada para este caso será uma composição informal ou assimétrica seguindo a forma da terra para então ser a mais equilibrada possível.

Considerar o “peso visual” dos elementos do jardim (plantas e objetos) é extremamente necessário para compreender a relevância de cada peça e consequentemente a sua contribuição na composição da área. Em uma paisagem bem elaborada nenhum elemento existe independentemente do outro, e seguindo esse raciocínio, entram em cena a Escala e a Proporção. A escala refere-se ao tamanho geral de um objeto, já a proporção descreve a relação visual que existe desse objeto para com o outro. 

O objetivo é estabelecer um plano esquemático produzido em escala e que contenha os elementos construídos em suas dimensões reais. O espaço restante será o considerado para a vegetação. Depois de escolhida a forma e estilo que vão ser trabalhados, não esquecer de relacionar os desejos estéticos com as demandas práticas diárias.

Na composição de jardins pequenos por exemplo, após serem escolhidas texturas, esquema de cores, móveis dentre outros elementos e também outras características da vegetação, o objetivo final esperado será que cada personagem tendo as devidas proporções, se completem para não sobrecarregar o espaço criado. Fique atento e não se esqueça de que o projeto de um jardim jamais será um produto estático! As proporções e sombras mudarão de acordo com o crescimento das plantas. Estas são apenas algumas dicas e possibilidades a serem exploradas na hora de conceber o jardim dos seus sonhos.

Inspirado em:

Yards / Goodnick Billy

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